Meu primeiro Mochilão – A despedida do Atacama

Outro dia no Atacama e o último, infelizmente. Precisávamos comprar as passagens para Arica, uma cidade chilena litorânea, que iríamos apenas para atravessar a fronteira com o Peru.

Também queríamos fazer algum outro passeio, na esperança de, enfim, a neve ter melhorado e os passeios terem voltado.

Ledo engano, nada feito. Os passeios continuavam cancelados. O que nos resta? Conhecer a cidade cheia de graça e de cachorro de San Pedro de Atacama.

Igreja Matriz de San Pedro de Atacama
Igreja Matriz de San Pedro de Atacama

Depois das passagens compradas, para as 21:30 horas pela Turbus, por 11.700 pesos chilenos, ficamos andando pelo centrinho da cidade e sua praça principal.

Passagem do Turbus
Passagem do Turbus

Conhecemos a Igreja Matriz de San Pedro de Atacama, do século XVI – XVII, e simbolo da colonização espanhola sobre a cultura atacamenha.

Depois fomos almoçar em um restaurante na praça mesmo.

Após o almoço, fomos para uma feirinha característica, comprar lembrancinhas e gastar nossos pesos chilenos. hahaha

Feira de San Pedro do Atacama
Feira de San Pedro do Atacama

O dia todo foi de caminhar e conhecer cada canto da cidade.

A cidade em si, já é um ponto turístico. É totalmente voltada para o turismo, que acontece o ano inteiro. Mas, também, tem como característica ser um oásis no deserto, com aquela arquitetura típica de casinhas baixas, com janelas grandes e coloridas.

Definem, aqui no Brasil, como a Búzios do deserto. hahaha

Além de todo esse clima de vila no deserto, em vários pontos da cidade é possível avistar as Cordilheiras dos Andes, que dá um charme à mais para a cidade.

Cidade de San Pedro de Atacama
Cidade de San Pedro de Atacama
A cidade de San Pedro de Atacama
Cidade de San Pedro de Atacama

Encontramos os meninos no final da tarde e fizemos o check in no hostel. Fomos para a rodoviária e ficamos esperando o ônibus.

Nos despedimos dos meninos, eles ficariam até o dia seguinte, e iriam para Calama pegar um avião para Santiago, onde ficariam por mais 5 dias.

Nós teríamos 12 horas de viagem até Arica, e, para ter uma boa noite de sono, tomamos um Dramin, assim iríamos dormir bem a noite inteira.

A viagem foi ótima, tirando uma parte que eu conto nesse post aqui.

Conhecemos um italiano que tava mochilando sozinho pela America Latina, e perguntamos se ele não queria dividir um táxi para atravessar a fronteira do Chile/Peru. Ele topou.

Local da Rodoviária
Rodoviária de Arica – Terminal de Táxi

Quando se chega na rodoviária de Arica, é apenas atravessar rua e encontra o ponto de táxi internacional, que é seguro. Com 5000 pesos por pessoa, para 4 passageiros, ele nos leva até a fronteira e depois um outro táxi nos busca para nos levar até Tacna, já no Peru.

Rodoviária e ponto de táxi
Rodoviária e Ponto de Táxi

Passamos pela fronteira do Peru sem grandes problemas, paramos para entregar o papel que nos dão quando entramos no Chile e eles carimbam nosso passaporte de saída. Na do Peru, entramos e respondemos umas perguntas, incluindo se íamos para MachuPicchu, tiram fotos nossas e depois nos direcionam para a alfandega.

Eles revistam tudo e, dessa vez, os Piscos que a Sarah e a Elis compraram, foram apreendidos. Não sabíamos que Pisco não podia passar, e até hoje não entendemos o porque. Já o vinho que o italiano tinha comprado passou sem problemas.

Quando saímos da alfandega, pegamos um táxi, agora com um peruano, e fomos para Tacna.

Chegando no terminal rodoviário de Tacna, fomos, de pronto, trocar os pesos chilenos por nuevo sol, a moeda do Peru. Isso seria o suficiente para comprar as passagens e chegar em Arequipa. Lá trocaríamos mais dinheiro.

Do lado das mesinhas em que as pessoas ficam trocando os dinheiros, existe uma loja, que mais parecia uma banca de jornal, que vende passagens para Arequipa por um preço razoável e em um horário bom. A maioria só tinha para final da tarde.

Passagem de Tacna para Arequipa
Passagem de Tacna para Arequipa pela Moquegua

Ps: Eles escreveram GREGORIO no meu sobrenome… pois é.

Sentamos em uma lanchonete e fomos comer uns sanduíches, já que eram mais 8 horas de viagem até Arequipa. O italiano não iria para Arequipa, ele iria para Cusco e a viagem era de quase um dia.

Começamos a conversar e contar nossas vidas. Ele nos contou que estava fazendo essa viagem porque tinha vindo se casar com uma brasileira de São Paulo, porém, quando ele chegou aqui ela terminou com ele.

Eles tinham se conhecido na Austrália, ele trabalhava como sommelier lá. Ela voltou para o Brasil, mas o romance não havia acabado. Até que ele vem para o Brasil, já noivo, para arrumar as papeladas e se casar com ela. Alguma coisa aconteceu (ele não entrou em detalhes) e ela terminou o relacionamento. Ele, desolado, pegou todo o dinheiro que tinha juntado para o casamento e estava viajando por toda a América do Sul, mas não iria viajar pelo Brasil.

Também contamos um pouco das nossas vidas e tentamos, dentro do possível, consolar.

O tempo foi passando e o horário do nosso ônibus chegou, agora eram mais 8 horas até a cidade branca de Arequipa!

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