Meu primeiro Mochilão – O deserto do Atacama e a falta de sorte

O roteiro original para o deserto do Atacama eram 3 dias, o primeiro começando a partir de 14 horas e o último terminando às 21 horas com o ônibus para Arica, também no Chile.

Com os acontecimentos que eu contei no post anterior, e você pode ler Aqui, o primeiro dia ficou completamente comprometido. Chegamos no Atacama por volta de 21 horas, fomos direto para o hostel, tomamos banho e avisamos aos familiares e amigos, que a essa hora já estavam preocupados (porque avisamos que as 14 horas iríamos chegar) que estávamos bem.

E ai acontece um pequeno transtorno. Os restaurantes e bares, pelo menos em dia útil, fecham às 22 horas, no mais tardar. Isso quer dizer que: para pessoas que chegaram às 21h, o ideal seria comer direto, mas como não sabíamos dessa informação, acabamos por não conseguir comer e nem trocar dinheiro nesse dia. Os únicos bares abertos não aceitavam dólares, e não tínhamos pesos chilenos ainda.

E ainda aconteceu algo bem triste que eu contarei em outro post.

Um restaurante fofo no Atacama
San Pedro de Atacama e sua arquitetura fofa de deserto

No dia seguinte, acordamos famintas e devoramos todo o café do hostel (talvez o melhor café da manhã dos hostels que ficamos).

Fomos para a cidade trocar o dinheiro e reservar os passeios, que agora iriam ser escolhidos a dedo, pelo tempo que tínhamos na cidade.

San Pedro de Atacama é a cidade que os turistas se hospedam para visitar a região do Atacama. Residentes, a cidade conta com um pouco menos de 2000 pessoas, mas é completamente lotada de turistas de todo o mundo, o ano inteiro.

Está localizada à 2.400 metros de altitude.

A calle Caracoles é a rua principal no Atacama, e lá existem as principais casas de cambio e agências de turismo. Trocamos o dinheiro e encontramos os meninos, que estavam hospedados em outro hostel.

Calle Caracoles
Calle Caracoles

MAS NEM TUDO IRIA SAIR BEM NO ATACAMA.

Por conta da neve intensa nas cordilheiras, muitos passeios estavam cancelados. Quando eu falo muitos, eu digo os principais, os mais bonitos e os que valem a pena. Eu só tinha 2 dias no Atacama e não tinha passeio para fazer, além dos próximos da cidade, como por exemplo o Valle de la Luna.

Foi esse que reservamos, ele sai as 16 horas (pagamos 18.000 pesos) e volta as 19 horas. Ainda reservamos a observação do céu no meio de deserto, a noite (20.000 pesos).

Existem muitas agências de turismo e com preços variados, você consegue pechinchar e não precisa se preocupar quanto ao serviço, as agências contratam uma firma terceirizada para fazer a maioria dos passeios, ou seja, se você pagou 20.000 ou 40.000 pelo Valle de la Luna, por exemplo, vai na mesma van e com a mesma guia.

Fomos, então, buscar um restaurante para o almoço, comprar água e alguns biscoitos no mercado e esperar o tour sair.

Achamos um lugar bem simples, mas com comida boa e barata (ao contrário dos outros lugares, o Atacama é um pouco mais caro).

Café Yuni
Localização do Café Yuni, onde almoçamos

Encontramos o Café Yuni, que tinha pratos por 5.000 pesos com refrigerante, e tem Wi-fi. E ainda pedi uma taça de vinho e os outros uma cerveja. O dia estava quente e agradável no Atacama, apesar dos transtornos.

Um brinde aos encontros
Mesmo com os transtornos, estávamos ali

Ficamos perambulando pela cidade até a hora do passeio. O grupo inteiro se encontrou em frente a agência, a guia faz uma chamada para ver se todos estavam ali e partimos para o ponto onde as vans e micro-ônibus ficam esperando.

  • VALLE DE LA LUNA
Valle de la Luna
Valle de la Luna

O lugar tem esse nome por conta de sua aparência com o solo lunar. E quem ai discorda?

Demora cerca de 20 minutos até a entrada do Valle de la Luna, Lá, paga-se 3000 pesos para a entrada no parque (se apresentar carteirinha de estudante o preço é 2500 pesos).

Valle de la Luna
Valle de la Luna

A guia nos explica cada lugar no parque enquanto vamos caminhando por entre os labirintos de pedras áridas e terrenos arenosos. Lá encontra-se a maior duna do mundo também.

O caminho, no começo é bem tranquilo, reto e seguro, com sinalização. Porém, com o passar do tempo, a guia foi se embrenhando pelo vale e subindo cada vez mais um monte que ao meu ver, era bem perigosinho.

Valle de la Luna
Valle de la Luna – Escorrega ai para ver…

Eu não consegui deixar de pensar em dois filmes nesse passeio: Star Wars e Mad Max. É ou não é?

Comecei indo junto com o grupo, mas a guia (não sei se era assim sempre ou o dia estava ruim pra ela) não deixava ninguém tirar foto, absolutamente em lugar nenhum. Eu não iria aceitar isso de maneira nenhuma, afinal, já não iria conseguir fazer os passeios que eu gostaria, imagina se no único que eu estava fazendo eu não iria lotar meu cartão de memória com fotos?

Por isso, acabei me distanciando do grupo, com minhas amigas e os meninos.

Valle de la Luna
Valle de la Luna

Fui vendo o grupo atravessando uma zona extremamente perigosa e fiquei sem acreditar, tinha crianças no grupo. Avisei para o pessoal e fomos atrás.

Eu, de verdade, achei que iria morrer. Era uma ribanceira de um lado e um paredão do outro, e o local de passagem dava muito mal os nossos pés. Até hoje, só de lembrar, eu me arrepio. QUE GUIA LOUCA!

Passado isso, o local ficou seguro de novo e eu voltei a respirar e chequei se não tinha feito nenhuma necessidade por medo.

Valle de la Luna
Valle de la Luna

O passeio dura 1 hora e meia e depois entramos na van de novo para seguir para o Valle de la Muerte (imagina, se o da lua quase me matou…).

  • Valle de la Muerte
Valle de la Muerte
Valle de la Muerte

15 minutos depois de entrar na van, já estávamos no Valle de la Muerte.

Pensei que iríamos até as 3 Marias, porém fomos nos embrenhando dentre as cavernas, escalando e descendo, escalando e descendo. Definitivamente a guia não estava em um dia bom!

Ficamos 40 minutos nisso e fomos para a Pedra do Coyote, assistir ao por do sol e ter um lanche.

  • Pedra do Coyote
Pedra do Coyote
Pedra do Coyote

Mesmo lotado, nada tira a beleza desse grande mirante. Admirar o pôr do sol no Atacama foi, sem dúvidas, uma grande experiência.

Pedra do Coyote
Pedra do Coyote
Pedra do Coyote
Pedra do Coyote

Com o anoitecer, fomos para San Pedro de novo, tomamos um banho, saímos para jantar e esperar o outro passeio… que por conta das condições meteorológicas não aconteceu. Definitivamente, eu preciso voltar para o Atacama.

Acabamos nos acabando em uma festa brasileira no hostel dos meninos.

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