Roteiro de 2 dias em Sucre – Bolívia

Antes de mais nada, queria dizer que eu viajei para Sucre em maio de 2017, eu nem sonhava com o blog. Então existem alguns lugares que eu recomendarei, e não foram fotografados, ou por conta de toda uma confusão e desencontro nesse dia, não foi visitado.

Mas também, não acharia certo, e nem honraria a proposta do blog, se eu não fizesse um texto sobre uma cidade tão maravilhosa quanto Sucre.

Quando se pensa em Bolívia, acredito que sempre vem, além da imagem de Evo Morales, alguma imagem de pobreza, ou algo nesse leque. Pois bem, não vou dizer que não há pobreza, há. Passamos por zonas bem precárias até chegar no centro da cidade, onde fica a zona turística e tombada pela UNESCO e onde se encontrava meu Hostel também.

Chegando na cidade de Sucre
Em uma região da cidade longe do centro histórico

Porém, me diz a diferença com o Brasil? Sucre foi uma surpresa linda nessa viagem, foi uma Bolívia que eu não esperava, uma Bolívia que valeu muito. A cidade é muito linda, condiz com o apelido carinho de “Cidade Branca”.

Sucre é a capital constitucional da Bolívia, mas a sede do governo boliviano localiza-se em La Paz. A cidade está a 2810 metro de altitude. Foi palco da independência da Bolívia, ou seja, tem todo um acervo histórico que em 1991, foi tombado como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Fonte:Sucre Turística

Então vale muito a pena pernoitar na cidade, acredito que 2 dias sejam suficientes. Lembrando que por conta da altitude, é recomendado não fazer muito esforço físico, pois precisa ter cuidado com o saroche ou o mal de altitude, e existe a dificuldade de respirar.

O roteiro é bem simples, contando que chegará na cidade de tarde ou perto do final da tarde e ainda dê, se sua hospedagem for no centro da cidade, para pegar o pôr do sol. E no dia seguinte só irá deixar a cidade a noite.

PRIMEIRO DIA –

mapa recoleta - 1 dia
Percurso até a Recoleta, partindo da Plaza 25 de Mayo

Prevendo que esse dia você só aproveitará a tarde e a noite, o recomendado é chegar, pegar um táxi e ir direto para a sua hospedagem fazer o check in e deixar as malas. De pronto, pegar outro táxi, caso não esteja hospedada próximo a Plaza 25 de Mayo, ou se estiver, ir caminhando até a Recoleta, porém a subida é bem ingrime.

Como o local fica em uma parte alta da cidade, você consegue ter uma visão panorâmica de Sucre e admirar o pôr do sol. Além de ser um local eclesiástico bem interessante, a praça conta com um mirador, que sempre tem vendedores de artesanatos. Logo abaixo, tem um café com preços não muito atrativos, mas que uma visita não custa.

La Recoleta
Praça e Igreja da Recoleta – Imagem da Internet
Mirador La Recoleta
Mirador da Recoleta – Imagem da Internet

Eu cheguei com o sol já se pondo, então não houve tempo de visitar esse local. Até hoje me arrependo, porque eu namorava esse local antes de fazer a viagem.

Após o pôr do sol, voltar para o centro, que possui muitas opções de restaurantes, e de todos os custos e gostos. Além disso, a Plaza de Mayo fica bem frequentada de noite, podendo curtir os ares da cidade, perceber a população que nela vive e seu cotidiano.

SEGUNDO DIA

Depois de tomar um café da manhã bem reforçado e calçar um sapato confortável para caminhadas, é hora de seguir em direção do Centro Histórico de Sucre. Cheio de museus e prédios históricos do século XVIII e XIX, conta um pouco da história de Sucre e da Bolívia, já que foi palco da luta pela independência e de revoltas posteriores, quando era Capital administrativa e jurídica.

mapa segundo dia Sucre

  • Plaza 25 de Mayo

Começando como ponto de partida a Plaza 25 de Mayo. A própria praça já é atração, sempre frequentada pelos locais, muito limpa e arborizada e rodeada de prédios históricos.

Na praça está localizada a Catedral de Sucre e o museu Casa da Liberdad, indico reservar alguns minutos para a catedral, pois é muito bonita, e visitar o museu, que é um marco na independência da Bolívia.

  • Catedral Metropolitana de Sucre
Catedral Metropolitana de Sucre
Catedral Metropolitana de Sucre

A igreja está localizada na praça e é monumental. Reserve, pelo menos, 30 minutos para admirar sua estrutura, arquitetura e os fiéis que a visitam para devoção.

Ela também é conhecida como Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da cidade de Sucre. E conta, em seu interior, com uma importante imagem da santa.

Se estiver aberto, pode-se visitar o museu de arte sacra anexo a igreja, e também, subir em sua torre, com uma vista muito bonita da cidade.

  • Museo del Tesoro
Museu do Tesouro em Sucre
Museu do Tesouro – Imagem da Internet

Não pude visitar esse museu também, por conta de todo o contra-tempo.

O museu conta a história da Bolívia e dos minérios que ali estão expostos. Se possível, pegue uma visita guiada. Já li relatos que a experiência é excepcional quando com um guia.

Custa 25bol e dura em torno de 1 hora.

  • Casa de la Libertad
Casa de la Libertad
Casa de la Libertad em Sucre – Imagem da Internet

Um dos mais importantes museus da Bolívia, foi um colégio jesuíta, em que se formaram os principais nomes das lutas por independência da América do Sul. É o local que foi assinada a Independência da Bolívia, e antes, a independência da região do Alto Peru, isto é, abrangia regiões peruanas, bolivianas, chilenas e argentinas.

Paga-se 15bol para entrar, com direito a visita guiada.

  • Oratório de São Felipe Néri
San Felipe de Neri - Sucre
San Felipe de Neri – Imagem da Internet

Para entrar no local, precisa pagar 15bol para o Colégio Auxiliadora, que fica do lado.

A igreja já é um espetáculo por si, mas o que vale a visita é subir no teto do prédio e ter uma vista maravilhosa da cidade de Sucre. Além do local ter uma arquitetura diferenciada.

Infelizmente, eu não pude conhecer também. Uma pena, era um dos lugares que eu queria muito.

  • Museu de arte indígena ASUR
Museu de arte indígena ASUR
Museu de arte indígena ASUR – Imagem da Internet

Este simpático museu e simples também. Mostra um pouco da historia da arte inca, suas técnicas e ferramentas.

A Bolívia tem sua população de maioria indígena (em torno de 55%, e 30% de mestiços), principalmente das etnias Quíchua, Aimarás e Chiquitanos.

Então vale a pena a visita ao museu, pela oportunidade de ver como é feito todo o artesanato típico da região, que todo o mundo conhece, além de uma boa aula sobre cultura indígena.

A entrada custa 15bol.

  • Mercado Central

Essa dica no roteiro é só para quem curte mercados e gosta de ver como os locais vivem em seu cotidiano.

O Mercado Central de Sucre é enorme, e vende tudo, tudo mesmo. Fui lá e comprei bananas e folhas de coca. Mas eu só recomendo se você gostar, até porque é uma confusão só.

Do lado, funciona um mercado de procutos de baixo custo, estilo o “camelódromo” daqui do Rio de Janeiro. Então, se não for acostumada a esse tipo de lugar, pode ficar assustado e se sentir inseguro.

  • Igreja e Praça de Santa Cruz
Igreja e Praça Santa Cruz
Igreja e Praça Santa Cruz – Imagem da Internet

Localizada perto do Mercado Central, a praça e a igreja contam com algumas lojas de artesanatos típicos em sua volta. Além de ser próximo a “área dos bancos”.

Quando eu fui, fiquei ali gastando tempo, vendo as crianças saindo do colégio e a vida cotidiana dos locais.

Se você tiver mais tempo, que eu tive, em Sucre, existem muito mais coisas que vale a pena a visita:

  • Parque Simon Bolivar
  • Igreja de São Francisco
  • Castelo La Glorieta
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Autor: Paola Groberio

Carioca, 24 anos e estudante de História na Uff. Tenta conciliar sua rotina com viagens sempre que pode, porque não consegue passar um dia sem pensar em viajar. Quando consegue, pega sua mochila e parte por aí para passar por perrengues e ter as melhores experiências possíveis.

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