Meu primeiro Mochilão – chegada na Bolívia

Na postagem anterior, eu contei o que levei na minha mochila e como eu me organizei para saber exatamente o que levar. Eu tive um pouco de dificuldade de escrever essa postagem, não porque é ruim, muito pelo contrário. Eu tive dificuldade de ser objetiva e colocar as ideias de maneira linear.

Pois bem, a mala está feita e o passaporte está na mão. A hora de embarcar para a tão sonhada viagem – que eu fiquei mais de um ano planejando, pesquisando, namorando e enchendo o saco de todos os meus amigos – tinha, enfim, chegado.

Iria entrar por Santa Cruz de la Sierra, que é considerada uma cidade de passagem, e, também, a porta de entrada para Bolívia, principalmente nos voos da Gol, que normalmente são os mais em conta. Porém, andei pesquisando sobre a cidade e acredito que valha a pena uma noite nela. Só que eu não tinha esse tempo.

Meu voo era da Gol, com conexão em Guarulhos, para Santa Cruz de la Sierra (Viru-Viru), no dia 22 de maio. O voo era muito cedo, isso somado com a ansiedade da viagem, me fez não dormir.

Comprei as passagens pela Smiles, com milhas + dinheiro, e deu 528 reais, ida e volta. Já a passagem para Sucre, pela Amaszonas, foi 99 reais, baratinho e direto.

 

Como podem ver, o voo saía por volta das 6 horas da manhã, e chegaria por volta do meio dia na Bolívia. Lembrando que o fuso horário da Bolívia é diferente, é uma hora a menos que o fuso horário de Brasília. Ou seja, seria por volta das 13 horas aqui no Rio.

Mulher de ferro no duty free de São Paulo
Algumas horas esperando o voo para Santa Cruz… e…

Não houve problema nenhum em nenhum dos voos que eu peguei até Santa Cruz de la Sierra. Não houve atrasos e nossas bagagens chegaram intactas.

Santa Cruz de la Sierra é, hoje, a cidade mais populosa da Bolívia. Foi fundada em 1561 e está a, aproximadamente, 500 metros de altitude. É famosa por sua gastronomia e pode ser considerada o motor da economia boliviana, atualmente.

(fonte: Wikitravel)

Chegando na Bolívia, fui direcionada para a ala de imigração para dar entrada no país. Você é separado por lugar de origem/moradia, isto é, uma fila para os europeus, outra para asiáticos e oriundos da Oceania, para os Africanos, para os norte americanos e centro americanos, para os próprios bolivianos e moradores, e, para os países do Mercosul. A fila demorou cerca de 20 minutos até que minha vez chegasse.

Fiz uma pequena entrevista, tirei foto, entreguei o documento de imigração que foi preenchido dentro do avião, e carimbaram meu passaporte e entregaram um papel, IMPORTANTE, fino e feito para ser perdido hahaha. Esse papel é pedido em todo check  in que você faz, em todo passeio que você compra e deve ser entregue, na fronteira ou aeroporto, quando você está saindo do país. ENTÃO NÃO SE PODE PERDER. Deve ser cobrada uma multa, e não deve ser baixa, se você perde-lo.

Depois da Imigração, passo para uma outra fila, a da alfandega. Aparentemente não faz sentido nenhum a passagem pela alfandega no aeroporto de Santa Cruz (foi a única passagem pela alfandega que eu fiz na Bolívia). Você passa por uma porta e aperta um botão, se a luz ficar vermelha, eles olham sua bagagem, se ficar verde pode passar sem ser revistado.

A minha ficou vermelha, a da minha amiga que me acompanhava também. Eles revistam tudo e são bem curiosos sobre sua vida e o que vai fazer na Bolívia. E sempre quando eu dizia que ia ao Salar, abriam um sorriso e falavam “muy lindo”.

IMG_2111.jpg

Mas nosso destino não era Santa Cruz de la Sierra. Ainda tinha que pegar mais um avião, agora, enfim, a última parada: Sucre.

Já era 13 horas e queria comer algo, trocar logo o dinheiro e arrumar um wi-fi para comunicar que estava tudo bem. Troquei o dinheiro e arrumei wi-fi no Café Brasileiro, porém, não comi nada lá porque os preços são absurdos.

Fui tentar almoçar e comprei um pollo frito com papas (vou falar pollo e papas para sempre), mas não deu tempo de ficar pronto e tive que levar para o avião. Farofei.

farofeira no avião
A viagem foi de 40 minutos, o cheiro de pollo durou 40 minutos.

A viagem foi rápida, mas não foi nada calma. O avião era bem pequeno e simples, e o tempo não tava muito bom, mas não houve nada.

 

A vista, no entanto, compensava. E aproveitei bem quando o medo do avião passou.

Aeroporto de Sucre
Em Sucre, as placas tem tradução na língua da etnia local!!

O aeroporto de Sucre é bem pequeno, a sala de desembarque e a área comum são praticamente as mesmas. O que eu achei mais interessante é o respeito a língua da etnia local, provavelmente em Quíchua.

A Bolívia tem, em sua população, mais da metade de indígenas, o resto são de mestiços e apenas uma porcentagem são de brancos. A etnia mais populosa é a Quíchua, a segunda é a Aimarás.  Então, ter as placas respeitando essa língua foi uma surpresa muito agradável.

fonte: https://bolivia.costasur.com/pt/etnias.html

Saí do aeroporto e peguei um táxi por 60 bolivianos, divididos por 2. A cidade e o aeroporto são distantes entre si, demoramos aproximadamente 40 minutos para chegar na cidade. Mas a paisagem do caminho compensava.

estrada indo para Sucre
Paisagem no caminho do aeroporto para Sucre

Imagina essa paisagem com uma música típica boliviana? Foi o que eu presenciei.

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Autor: Paola Groberio

Carioca, 24 anos e estudante de História na Uff. Tenta conciliar sua rotina com viagens sempre que pode, porque não consegue passar um dia sem pensar em viajar. Quando consegue, pega sua mochila e parte por aí para passar por perrengues e ter as melhores experiências possíveis.

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